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Rafael Lewin

Occupation

As aventuras de Rafael Lewin no império do senhor Rata

Prosas, bocejos e espreguiçadas ao relento.
5/26/2009

Seleção natural

A administração pública é como o inferno, só os ruins vão pra lá.
5/7/2009

O negro manto da morte

É um jeito estranho de se olhar

Enterrado na boca do estômago

Esse buraco negro de leito de solidão

Que seca a boca e as palavras.

 

A dor de camarote passeia pela pele

Contamina lembranças belas

Apaga a vela da última oração

Vela uma alma que ironicamente perambula.

 

Essas mãos escravas do que a razão dita

Cai de joelhos vítima da carência de fé

A bondade não mais existe

E isso averigua o fim de Deus.

 

Deveríamos ter encerrado juntos

Sem a mora de uma punição que nem sei

Se para combater pecados, acumulo muitos outros

Que triste fim sem objetivo tem essa vida.

 

Que grito de fazer sangrar os pulmões terei de dar

Para acordar esse Deus que me fez órfão?

Quantos atos atabalhoados de bondade posso fazer

Para reunir alguma benevolência para ressuscitá-lo?

 

Meus pensamentos fazem ecos.

Simulam frases que ninguém quer ofertar

Assim faz-se um depósito de mim,

Farelos e sucata de um ser desencontrado

Que vivo sente-se em coma

Que morto sente pleno.

 

Não resta apenas lamentar

Resta assumir a enorme barbárie dessa incompetência -

Que faz da paz ilusão, a vida inimiga,

O fim um desejo, Deus a mentira -

Ser feliz.

10/22/2008

Dia do professor...

A mão que aponta,
rege e conduz,
e a dúvida que nos afronta,
vossa sabedoria faz luz.

Mostra-me o caminho:
acorda-me.
Acordado permite-me sonhar,
porém não sonho sozinho.

Construo-me em vossa inspiração,
na paixão da vossa doação,
nos gestos repletos de inestimável valor,
a lição do verdadeiro amor.
Por muito mais, como és grande, Professor!

Trabalho em equipe

Muitas mãos,
mas uma só caligrafia,
o conhecimento que se troca,
é o manto que se fia

Que descobre os olhos,
e desvenda a sabedoria
que nasce da doação,
de cada grão, de cada mão.
10/8/2008

Origem da vida

Deus no auge de sua infinita sabedoria sentiu uma necessidade incontrolável dentro de si, e inevitavelmente defecou a vida.
7/1/2008

Dançar das linhas

Traço é um lado
o rabisco de um grão
cor de um sono velado
laço que te traz da mão.
 
A forma exercita a vista
põe em forma a emoção
esta intersecção faz a pista
do todo, na vanguarda: o alquimista.
 
O desenho percorre as entranhas
costuram meus tecidos
lá acaricia e assanha,
o sangue, que é a tinta do que é sentido.
6/9/2008

Tempo, tem pó.

Os grãos de areia da ampulheta,

são os castelos que construímos,

daqueles tempos idos,

dos sonhos de proveta.

 

Dos filhos reais,

a herança da espera,

vidas mergulhadas em sais,

a decomposição desacelera.

 

A vida joga suas sementes,

basta colher os frutos na hora certa,

pois adiar nos faz penitentes,

que nem o fim nos liberta.

5/21/2008

Muito Além

Muito Além

 

O futuro que parecia tão óbvio

Mostrou-se além,

Muito além.

Tão infinito quanto a intensidade,

e me pergunto:

O que posso ser?!

Talvez uma resposta ao meu desejo,

certamente uma ousadia ao destino,

um passaporte para o futuro

que eu posso prever

que eu devo abraçar,

muito além.

 

Eu me finco no momento

Que lento é arrebatador,

Pois é tempo de escolhas,

E elas podem até envergar a razão

Ou talvez ser a tradução da vontade,

E nela eu me amplio, me estendo.

Caminho e flerto um crescimento agora,

na mesma hora em que as oportunidades me encontram,

me levam e trazem,

para muito além.

5/9/2008

Texto para as mães

Nos teus olhos a compreensão,
tuas mãos o meu aconchego,
em meu peito a emoção,
na pele o apego.

O teu peito meu alimento,
tuas palavras minha canção,
teu carinho meu sentimento,
minha existência, tua doação.

Minha vida teu presente,
teu presente é toda minha vida,
e o tempo da vida tida,
é pouco para viver o que se sente.

4/28/2008

Jardim da nova infância

 

Você vê essas árvores frondosas?

Saboreia a textura de frutas deliciosas?

Sente, é o tempo.

 

Veja essas raízes soldando-se ao solo,

para que árvores e redes te embalem ao colo,

te acariciem e revelem segredos,

da vida, do amor, desses enredos.

Ouve, é o tempo.

 

Nessa caminhada do ser humano,

ele se mistura em pele e terra,

precipita em lágrimas e rios,

cresce em tronco e ossos,

esquece o seu, revela os nossos.

Encanta, é o seu tempo.

 

A certeza da semente

fortalece o fruto,

entrega-se somente,

celebra a vida,

ignora o luto.

Esquece o tempo: eternidade.

11/26/2007

A vocação

Somos professores, policiais, médicos e atendentes,

Os trabalhadores dos necessitados, dos indigentes,

Dos renegados até mesmo pelos parentes,

Do cidadão, de todas as gentes.

 

Do parto à aposentadoria,

Da educação, à segurança,

Em cada gesto toda esperança,

De um país em harmonia.

 

Nosso labor, nossa doação,

A tradução desse amor,

que transforma o povo sofrido,

em povo acolhido por uma nação.

 

E por essa vocação estamos prontos.

Sempre dispostos, a postos!

 

O povo é nosso por quê.

Por todos, pela nação, por você.

 

 

(Textos escrito ao dia do Servidor Público)

10/31/2007

Abaixo a teoria!

Viver é a única medida de comparação.
10/18/2007

A salvação da humanidade

Se um dia Deus realmente me ouvisse, e eu pudesse dar uma idéia supimpa eu diria:
-  Tendo em vista a educação possessiva e agressiva de certas mães.
- Analisando o grau de imposição e tirania de mães.
- Chantagens emocionais, e repressões de vontades e desejos.
- Graças a tudo isso eu lhe peço, ó Sr Deus que construiu tudo isso na sua infindável sabedoria, transforme a consciência em útero. Ou seja, tem consciência tem útero. Não tem consciência, não reproduz. Um grande óvulo e um grande esperma para você, filho de uma mãe louca, Rafael.
10/16/2007

Rotina

A arte é o único remédio para o suicídio e o homicidio diário que somos vítimas.
9/24/2007

Projeto celestial

Controlo meus impulsos, meus egoísmos.
Tenho paciência. Não cobro nada.
Não persigo, mas não sou santo.
Me maltrato por me conter.
A vida me soa como um AI-5. Declaro amor à morte. 
E se por desgraça eu for para o céu, prometo incrementar à nádega do Senhor Deus, uma bela sola de sapato.